Leonor Castro Pinto
Nasci na Covilhã a 19 de Maio de 1977, cidade onde cresci, estudei e vivi até aos 22 anos. Filha de pai Lisboeta e mãe transmontana e com a maior parte da minha família instalada em Lisboa e arredores, foi no entanto na Covilhã que desenvolvi as minhas principais relações pessoais e emotivas, relações que mantenho até hoje.
Licenciei-me em Comunicação Social pela Universidade da Beira Interior e tenho um Master em Escrita de Guião para Cinema e Televisão pela Universidade Autónoma de Barcelona.
Em Portugal trabalhei como programadora cultural e juntamente com o meu marido, Pedro Ramos, trabalhei como produtora e programadora do festival IMAGO.
Cheguei a Barcelona dia 1 de Maio de 2003. Trabalhei como free-lancer para várias campanhas publicitárias e também na área de organização de eventos culturais até que decidi juntamente com o Pedro abrir A Casa Portuguesa. Hoje a minha actividade profissional é dedicada inteiramente á Casa Portuguesa. A minha língua é o português, mas no trabalho e com os amigos também falo catalão, castelhano e inglês.
Não tenho hobbys porque não tenho tempo para os ter... gosto de todas as artes, em especial o cinema, a musica, a literatura e a fotografia. No pouco tempo que tenho disponível, gosto de ler, de ir ao cinema e a concertos. Gosto de passear de bicicleta e de ir ler para a praia quando está sol. Os meus autores preferidos na literatura são Fernando Pessoa, Herberto Helder, Franz Kafka, Michael Cunningham, Paul Auster e Enrique Vila- Matas (não necessariamente por esta ordem). Neste momento estou a terminar o livro Dança, Dança, Dança de Haruki Murakami.
P - Veio á procura de quê, em Barcelona?
LC - Não vim á procura de nada. Vim para fazer o Master e para me libertar do “atrofiamento” português.
P - O que é que encontrou?
LC -
Uma cidade maravilhosa, cheia de oportunidades... respira-se arte e cultura por todo o lado.
P - Pensa ficar?
LC -
Sim, sem duvida nenhuma.
P - Qual a diferença que sente no seu mundo profissional (ou pessoal) entre Portugal e a Catalunha?
LC -
A nível profissional as pessoas são mais abertas, trabalhadoras e sinceras, menos mesquinhas e interesseiras, mais praticas e “descomplicadas”. O trabalho honesto e bem feito é valorizado ao contrário de Portugal onde infelizmente impera a mesquinhez e o constante “deitar abaixo” de quem realmente tem vontade de fazer coisas interessantes.
P - Com o que já aprendeu desde que cá está, que conselho pode dar?
LC - Não gosto muito de dar conselhos.... cada um sabe de si... e cada pessoa é um caso especial. Quando chegamos a Barcelona já tínhamos alguns amigos catalãos e desde o inicio fomos muito acarinhados e bem recebidos, o que de certa forma facilitou a integração.
No geral acho que as mudanças são sempre positivas e mesmo as dificuldades e as coisas menos boas da vida devem ser encaradas como experiências que servem para nos enriquecer e em tudo devemos procurar sempre o lado positivo.... mesmo quando parece que não existe! se procurarmos bem percebemos que está lá....acho que é o único conselho que posso dar, apesar de soar um bocado a cliché...








